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Cerimónia de adjudicação da obra do Novo Hospital Central do Alentejo

O Primeiro-Ministro, António Costa, e a Ministra da Saúde, Marta Temido, participaram, na manhã de dia 9 de novembro, na cerimónia de assinatura da adjudicação da obra do novo Hospital Central do Alentejo, em Évora.

 

Esta adjudicação materializa um importante investimento, referiu a Ministra da Saúde na sua intervenção, sublinhando que «fazer investimentos na área da saúde não é simples» mas que «se trabalharmos conseguimos fazer acontecer».

Para a Ministra, a população que será abrangida por este novo hospital merece uma melhoria das condições de acesso, evitando deslocações e garantindo uma maior proximidade e eficiência.

Este hospital vem contribuir para o reforço dos objetivos do Serviço Nacional de Saúde (SNS),  consubstanciando o investimento no interior do país e constituindo um atrativo para os profissionais de saúde.

 

«Neste momento tão difícil que estamos a viver, o Governo quer que este projeto seja um exemplo da força do SNS» referiu, aproveitando a ocasião para elogiar os profissionais de saúde do Hospital do Espírito Santo de Évora. 

 

Numa altura marcada pela pandemia, o Primeiro-Ministro sublinha que esta adjudicação traz uma mensagem muito clara de que o Governo não desiste de «fazer mais para além da Covid».

O governante referiu que o Hospital Central do Alentejo deverá estar concluído em 30 meses, numa altura em que «seguramente não haverá pandemia, mas haverá sempre a necessidade de prestar mais e  melhores cuidados de saúde à população do Alentejo».

«A resposta deste Governo passa por aumentar o investimento público», sublinhando que o investimento realizado neste hospital irá contribuir para a recuperação do país.

António Costa aproveitou ainda para lembrar que, no atual cenário de pandemia, o sucesso do «importante trabalho desenvolvido pelos médicos, enfermeiros e todos os profissionais de saúde depende de cada um de nós e do cumprimento das regras essenciais».

 

O Presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde do Alentejo, José Robalo, fez referência à forma como as Unidades Locais de Saúde ajustarão as suas carteiras de serviços para dar resposta às necessidades em saúde, verificadas nas suas áreas de abrangência. “Constituem investimentos hospitalares nestas Unidades já efetuados ou autorizados, para além dos relacionados com a situação pandémica, no que se refere à capacidade laboratorial e aos Cuidados Intensivos, a clínica de Alta Resolução e o Internamento hospitalar no domicílio, no Norte Alentejano; a construção de um novo piso na área das consultas externas e uma ressonância magnética, no Baixo Alentejo e a renovação do Serviço de Urgência no Litoral Alentejano.” Salientou ainda que “Cabe ao Hospital Central do Alentejo, para além da resposta à sua área de influência direta, colaborar com as Unidades Locais de Saúde, particularmente em especialidades que não justifiquem, pelo número de casos, a dispersão pelas diversas Unidades.”

 

O Hospital Central do Alentejo, que se vai localizar na periferia da cidade de Évora, envolve um investimento total superior a 180 milhões de euros – 150 milhões de investimento, incluindo 40 milhões de apoios comunitários, e 23% de IVA -, prevendo-se que esteja concluído em 2023.

O edifício ocupará uma área de 1,9 hectares e terá uma lotação de 351 camas em quartos individuais, que pode ser aumentada, em caso de necessidade, até 487.

A infraestrutura contará com 11 blocos operatórios, três dos quais para atividade convencional, seis para atividade de ambulatório e dois para atividade de urgência, cinco postos de pré-operatório e 43 postos de recobro.

 

A futura unidade hospitalar vai dar resposta às necessidades de toda a população do Alentejo, com uma área de influência de primeira linha que abrange cerca de 200 mil pessoas e, numa segunda linha, mais de 500 mil pessoas.