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Preâmbulo

A região de saúde do Alentejo abrange cerca de ⅓ do território de Portugal Continental, com uma população residente estimada, para 2018, de cerca de 468.000 habitantes (4,6% do país), uma densidade populacional que varia entre os 13,6 habitantes por km² no Baixo Alentejo e os 20,7 habitantes por Km2 no Alentejo Central e elevada percentagem de população idosa (26,17% da população com 65 e mais anos).

Considerando as características regionais e procurando, dentro de uma política de proximidade, melhorar a acessibilidade, e consequentemente a equidade no acesso aos recursos de saúde, foi implementado em 1998, pela Administração Regional de Saúde do Alentejo, o Programa de Telessaúde do Alentejo, inicialmente só com teleconsultas entre cuidados de saúde primários e cuidados hospitalares e mais tarde alargando-se a outras áreas como a teleformação.

Esta atividade abrange os distritos de Évora, Beja e Portalegre e os concelhos de Santiago do Cacém, Grândola, Alcácer do Sal, Sines e Odemira, existindo estações de telessaúde em 22 Centros de Saúde, 5 hospitais regionais e 1 na sede da Administração Regional de Saúde do Alentejo, num total de 28 instalações de telessaúde.

Entre 2011 e 2019 realizaram-se 27.003 teleconsultas, em várias especialidades tais como Neurologia, Dermatologia, Cirurgia, Cirurgia Pediátrica, Cardiologia, Fisiatria/Medicina Física e Reabilitação, Pediatria, Ortopedia, Gastroenterologia, Psiquiatria, Pneumologia, Cirurgia Vascular, Diabetes e consulta da Tiroide. Recentemente, iniciaram-se as Consultas de Decisão Terapêutica, em que são discutidos casos clínicos do foro oncológico entre vários profissionais de várias Instituições de Saúde da Região. 

Na sequência da publicação do Despacho 6280/2018, de 28 de junho, respeitante ao Telerrastreio Dermatológico, em 2019, implementou-se e operacionalizou-se o mesmo na região Alentejo, tendo-se consolidado a atividade deste tipo de rastreio com a realização de cerca de 320 diagnósticos.

Grafico_Hospitais.png

Globalmente, a evolução da produção global de teleconsultas, na região Alentejo, explana-se no seguinte gráfico, no qual se pode verificar um crescimento sustentado desde 2016.

Grafico_Global.png

Ainda com enquadramento no Programa de Telessaúde do Alentejo, tem sido desenvolvida a atividade de teleformação, desde 2008, através de sessões gratuitas, dirigidas a médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêutica, auxiliares de ação médica, assistentes técnicos e técnicos superiores. Nesta atividade participaram em 2019, 154 formandos distribuídos em 28 sessões.

De salientar ainda que, em 2012, foi implementado o Sistema de Gestão da Qualidade do Programa de Telessaúde do Alentejo, com o objetivo de obter ganhos em saúde na população; garantir a humanização dos cuidados e os direitos dos utentes; melhorar o acesso e a adequação da oferta de serviços; promover os processos de telessaúde de modo a garantir a qualidade final dos serviços prestados; melhorar a eficiência técnica e económica; melhorar continuamente a eficácia; valorizar o capital humano, assegurando a formação contínua dos seus profissionais e promovendo a respetiva satisfação. Em 2017, o Sistema de Gestão da Qualidade foi adaptado à nova norma ISO, tendo sido certificado em abril de 2018, para a prestação de serviços de teleconsulta aos utentes abrangidos pela região de saúde do Alentejo e promoção de sessões de teleformação para profissionais de saúde, de acordo com as competências da ARS Alentejo, pela EIC, reconhecendo-se assim a conformidade com a Norma NP EN ISO 9001:2015.​

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O Sistema de Gestão da Qualidade do Programa de Telessaúde do Alentejo, implementado pela Administração Regional de Saúde do Alentejo, na prestação de serviços de telessaúde nas áreas de teleconsultas e teleformação, cumpre os requisitos da norma ISO 9001:2015, estando certificado pela empresa EIC.